← Voltar ao portal

Metodologia

De onde vêm os dados, como cada número é calculado e como ler os mapas. Última atualização: setembro de 2026.

Fontes

  • Tribunal Superior Eleitoral (TSE): resultados por seção e por município, candidaturas, locais de votação e perfil do eleitorado, a partir dos dados abertos.
  • IBGE: malha dos 246 municípios de Goiás, população e divisão em regiões imediatas e intermediárias.
  • Prefeitura de Goiânia (SEPLANH): malha dos bairros da capital.

Os códigos de município do TSE e do IBGE são diferentes; o portal mantém a correspondência entre os dois para cruzar as bases.

Cobertura

Eleições de 2020 e 2024 (municipais) e 2022 (estadual e federal), com resultado completo. Para 2026, já estão carregados as candidaturas e o perfil do eleitorado; os resultados entram depois da divulgação oficial do TSE. O estado é analisado por município; Goiânia também por bairro e por local de votação.

Como o voto chega ao bairro

O TSE divulga o voto por seção, e cada seção pertence a um local de votação (uma escola, um prédio). Cada local é posicionado no mapa e atribuído ao bairro em que cai. Quando não há coordenada confiável, usamos o nome do bairro declarado ao TSE, conferido contra a malha da prefeitura.

Limite importante: o bairro mostrado é o do local onde a pessoa vota, que nem sempre é o bairro onde ela mora.

Métricas

Percentual de votos

Sempre sobre os votos válidos (sem brancos e nulos) do cargo naquela unidade.

Comparecimento e abstenção

Sobre os eleitores aptos. No mapa, cada unidade aparece pela diferença, em pontos percentuais, em relação à média do estado (ou de Goiânia, na visão por bairro).

Razão eleitor/habitante

Eleitores aptos divididos pela população. Acima de 1 significa mais eleitores do que habitantes; costuma indicar pessoas com domicílio eleitoral diferente da residência ou diferença entre as datas de referência das duas bases.

Índice de concentração (redutos)

É a soma dos quadrados da fatia do voto do candidato que veio de cada unidade (bairro ou município). Vai de perto de 0 (voto espalhado por igual) a 1 (todo o voto num só lugar). A classificação em reduto forte, concentrado, espalhado e muito espalhado é por quartil: compara cada candidato aos concorrentes do mesmo cargo e ano, sem corte fixo. Candidatos com base em cidades muito grandes tendem a ter índice mais alto, porque essas cidades concentram muitos eleitores.

Transferência de voto

Estimativa, não contagem. Uma regressão linear múltipla entre os bairros mede quanto o crescimento de cada finalista no 2º turno acompanha o voto de 1º turno de todos os eliminados ao mesmo tempo. Mostra padrões territoriais, não o voto de indivíduos; quando as bases dos eliminados se sobrepõem, a estimativa pode passar de 100%, e isso é limite do método.

Histórico do candidato

As candidaturas de eleições diferentes são ligadas pelo CPF, apenas quando o TSE não o divulgou mascarado.

Como ler os mapas

  • Quantidades relativas (percentuais): tons de marinho a dourado em 7 classes. Cada tom reúne o mesmo número de unidades, então o mapa não fica apagado por causa de um único valor extremo.
  • Diferença em relação a uma referência (média, razão 1,0): azul abaixo, dourado acima, tom neutro no meio.
  • Contagens (eleitores, habitantes): círculos com área proporcional ao valor, para que municípios grandes em território não dominem o mapa.
  • Quem venceu: uma cor por candidato, com tom mais forte quando o vencedor passou de 50% dos válidos. Não usamos a cor do partido nesse mapa, porque vários partidos usam azuis parecidos.

Evitamos a combinação azul contra vermelho, que costuma ser lida como disputa partidária. As legendas trazem os valores de cada escala, e toda imagem exportada leva a fonte.

Neutralidade

Não somos campanha, partido, instituto de pesquisa nem portal de notícias. O portal trabalha só com resultados oficiais e dados públicos: não publica pesquisa de intenção de voto nem projeção de resultado. Na página inicial, os candidatos usados como exemplo são sorteados entre os mais votados, a cada visita.